Dados da ANBIMA mostram que 62% das pessoas mais velhas afirmam não guardar dinheiro e 65% dos Boomers não utilizam ou não conhecem produtos de investimento
A população idosa da Bahia já representa 16,6% dos moradores do estado e foi a faixa etária que mais cresceu entre 2024 e 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Com a chegada do Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro para quem já está na terceira idade ou se aproxima da aposentadoria.
Dados do Raio X do Investidor Brasileiro, levantamento realizado pela ANBIMA em parceria com o Datafolha, mostram que 62% das pessoas mais velhas afirmam não guardar dinheiro. Entre os Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, 65% não utilizam ou não conhecem nenhum produto de investimento. O levantamento também aponta que apenas 16% da população brasileira já começou a guardar dinheiro para a aposentadoria.
Para Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia, os números reforçam a importância de olhar para a organização financeira não apenas como uma forma de acumular patrimônio, mas como uma ferramenta de planejamento para diferentes momentos da vida.
“Na terceira idade, o planejamento financeiro passa a ter uma relação ainda mais direta com autonomia e segurança. Entender quanto entra, quanto sai e quais recursos estão disponíveis permite tomar decisões mais conscientes e se preparar melhor para imprevistos”, afirma.
Um dos primeiros passos é fazer um diagnóstico da própria vida financeira. Mapear fontes de renda, despesas fixas e variáveis, dívidas e patrimônio ajuda a identificar o que pode ser ajustado e quais são as prioridades para os próximos anos. Para quem já está aposentado, esse acompanhamento também permite entender como preservar os recursos disponíveis sem comprometer as necessidades do dia a dia.
A reserva de emergência é outro ponto importante. Gastos inesperados, especialmente relacionados à saúde, moradia ou manutenção de bens, podem pesar significativamente no orçamento. Ter recursos destinados a essas situações pode evitar que imprevistos levem ao endividamento ou à necessidade de resgatar investimentos de longo prazo em momentos inadequados.
A escolha dos investimentos também deve considerar o momento de vida e os objetivos de cada pessoa. Segundo Icó, não existe uma estratégia única para a terceira idade. “É importante avaliar fatores como renda, patrimônio, necessidade de liquidez e objetivos antes de tomar qualquer decisão. Para quem já está aposentado, ter clareza sobre quando e como precisará utilizar os recursos é fundamental para organizar uma estratégia adequada”, explica.
O planejamento pode incluir ainda a sucessão patrimonial, bem como instrumentos como PGBL e VGBL. “Além dos investimentos tradicionais, produtos de previdência privada, como PGBL e VGBL, também podem funcionar como ferramentas complementares no planejamento de longo prazo. As modalidades permitem acumular recursos ao longo do tempo com foco na aposentadoria e podem oferecer benefícios tributários, dependendo do perfil e da forma de declaração do Imposto de Renda. A escolha entre um modelo e outro deve considerar fatores como renda, objetivo financeiro e estratégia sucessória”, afirma o especialista.
Para quem ainda não chegou à aposentadoria, começar o planejamento com antecedência amplia as possibilidades de construção de uma reserva para o futuro.












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