Variações de temperatura, alergias respiratórias e maior exposição ao ambiente externo pedem cuidados específicos com o público infantil
A chegada da primavera traz mudanças de temperatura, aumento da circulação de pólen e maior exposição das crianças a ambientes externos. Nesse período, sintomas respiratórios como coriza, espirros, tosse e congestão nasal podem se tornar mais frequentes, exigindo atenção dos pais para diferenciar quadros alérgicos de possíveis infecções.
Segundo a pediatra Stephanie Queiroz, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Associação Médica Brasileira (AMB), observar a evolução dos sintomas é fundamental. “Nem toda coriza ou tosse significa uma infecção. Crianças com rinite e outras alergias respiratórias podem apresentar piora em determinados períodos do ano. O mais importante é acompanhar a intensidade, a duração dos sintomas e o estado geral da criança”, explica.
Entre os cuidados recomendados nesta época estão manter os ambientes arejados, reduzir o acúmulo de poeira, estimular a hidratação e escolher roupas adequadas às oscilações de temperatura ao longo do dia. A exposição ao sol também deve ocorrer de maneira responsável, com atenção aos horários e à proteção da pele.
A médica ressalta ainda que quadros alérgicos e infecções virais podem apresentar sintomas semelhantes, mas alguns sinais merecem maior atenção. “Febre persistente, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, recusa alimentar, redução importante da ingestão de líquidos ou uma mudança significativa no comportamento da criança são situações que justificam uma avaliação médica”, orienta Stephanie.
Para crianças com histórico de rinite, asma ou outras condições respiratórias, o acompanhamento deve ser ainda mais cuidadoso. “O ideal é que a família já conheça as particularidades da criança e siga as orientações do pediatra. A prevenção e o controle adequado reduzem o risco de crises mais intensas e evitam o uso de medicamentos por conta própria”, afirma.

Stephanie também chama atenção para um hábito simples, mas essencial: a oferta frequente de líquidos. Crianças pequenas nem sempre manifestam sede com clareza, e dias mais quentes podem aumentar a necessidade de hidratação. Água e alimentação equilibrada devem fazer parte da rotina, respeitando a idade e as necessidades individuais.
Outro cuidado importante nesta época é manter os aparelhos de ar-condicionado devidamente higienizados, com atenção à limpeza dos filtros e à manutenção periódica, especialmente em ambientes frequentados pelas crianças. Poeira, ácaros e outros agentes acumulados podem contribuir para a piora de sintomas respiratórios, principalmente em quem já apresenta rinite, asma ou outras condições alérgicas.
“Não é necessário impedir a criança de brincar ou de aproveitar os dias de primavera. O objetivo é adotar cuidados simples e observar como ela responde às mudanças do clima. A infância precisa continuar sendo vivida com liberdade, mas também com atenção aos sinais do organismo”, destaca a pediatra.
Especialista em Pediatria pela SBP e AMB, Stephanie Queiroz possui pós-graduação em Emergências em Pediatria e Neonatologia e em Auditoria em Serviços de Saúde pelo Einstein. Tem ainda formação complementar em Pediatria Integrativa, Homeopatia Pediátrica, Suplementação Pediátrica e Suplementação na Gestação. Atualmente, cursa Psiquiatria pela Faculdade Mar Atlântico, ampliando sua atuação nas áreas de saúde mental, desenvolvimento e cuidado integral da criança e da família.












Deixe uma Resposta
Ver Comentários