Atletas de alto rendimento têm hoje uma nova perspectiva diante de lesões que, até pouco tempo, significavam longos períodos afastados das competições. Com os avanços da medicina esportiva, já é possível reduzir o tempo de recuperação e, em muitos casos, evitar procedimentos cirúrgicos mais invasivos, um fator decisivo em calendários esportivos cada vez mais intensos, como o de uma Copa do Mundo.
A evolução dessas técnicas tem impacto direto na performance e na longevidade esportiva, permitindo que o atleta retorne mais rapidamente às atividades e mantenha o nível competitivo. “Estamos falando de atletas que dependem do próprio corpo como ferramenta de trabalho. O tempo de recuperação, o alívio da dor e a melhora da função são fatores críticos para que possam seguir competindo em alto nível”, destaca o ortopedista David Sadigursky, especialista em joelho e trauma do esporte.
Entre essas estratégias, destacam-se as terapias biológicas voltadas à recuperação de lesões musculoesqueléticas que ajudam a modular a inflamação, favorecer o ambiente intra-articular e estimular a cicatrização dos tecidos.
Apesar dos avanços, David ressalta que os resultados estão diretamente ligados a uma abordagem integrada. “É importante deixar claro que o uso dessas tecnologias deve englobar um tratamento multidisciplinar, com reabilitação, fisioterapia, fortalecimento muscular e correção biomecânica, sempre considerando as particularidades de cada paciente”, reforça.
Diretor do Centro de Estudos em Terapias Celulares da Omane, David Sadigursky destaca que a tendência é de ampliação do acesso a essas tecnologias. Para ele, a combinação entre inovação e abordagem multidisciplinar marca uma transformação no cuidado com atletas e também com pacientes que convivem com dor crônica, desgaste articular ou lesões de difícil cicatrização.
Sobre o Dr. David Sadigursky
Dr. David Sadigursky é ortopedista graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, mestre em Cirurgia do Joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorando pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Ele realizou fellowship em Doenças da Cartilagem e trauma esportivo na Harvard Medical School, em Boston, EUA, e em cirurgia ortopédica de artroplastia do joelho no Hospital CLINIC, em Barcelona, Espanha. Possui pós-graduação em Clínica da Dor pelo CTD e em Intervenção em Dor pela Universidade da Coreia, em Seul. É membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE). Participa ativamente da Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Esporte (ISAKOS) e é membro associado das sociedades de dor e medicina regenerativa, como SBRET, SBED e SOBRAMID. Atualmente, é sócio da Clínica Omane e diretor do centro de estudos em terapias celulares.












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