Designer carioca estará na Florense do Caminho das Árvores nos dias 17 e 18 de novembro, em evento para convidados
A maneira como um fio de ouro se transforma em desenho, acompanha o corpo e ganha movimento é parte da linguagem que tornou Antonio Bernardo uma referência na joalheria brasileira. Nos dias 17 e 18 de novembro, o designer carioca estará em Salvador para apresentar uma seleção de suas criações na Florense do Caminho das Árvores. O encontro, exclusivamente para convidados, acontece das 10h às 19h.
A experiência reunirá clientes, parceiros e formadores de opinião em torno do universo criativo da marca. Com peças que integram seu portfólio atual, a seleção permitirá conhecer de perto soluções de desenho, materiais e formas de uso que caracterizam o trabalho do joalheiro. A presença de Antonio Bernardo abre espaço para conversas sobre a concepção das joias e sua relação com o cotidiano de quem as usa.
O encontro também aproxima dois campos do design: a joalheria autoral e os interiores. Na Florense, as criações serão apresentadas em um ambiente dedicado ao morar, estabelecendo um diálogo entre diferentes escalas, materiais e modos de pensar os objetos.
Forma, movimento e invenção
Na obra de Antonio Bernardo, o desenho frequentemente revela novas possibilidades ao ser observado de outro ângulo ou colocado em contato com o corpo. Leveza, movimento e funcionalidade orientam uma produção que explora tanto a precisão das formas quanto a participação de quem veste a joia.
Esse repertório aparece em criações como o Brinco Trevo, cuja interpretação recente utiliza um fio contínuo de ouro para desenhar quatro folhas, fazendo de uma delas o próprio gancho de sustentação na orelha. Já a linha Wish explora combinações e escolhas pessoais por meio de pulseiras, ponteiras e pequenos elementos que traduzem desejos e afetos. As peças exemplificam a linguagem da marca, que será apresentada em Salvador a partir de uma seleção de joias disponíveis em suas lojas.








Trajetória autoral
Nascido no Rio de Janeiro, Antonio Bernardo Herrmann se aproximou da joalheria depois de estudar relojoaria na Suíça e cursar engenharia. A criação de um anel de prata marcou a descoberta de sua vocação e o início de uma trajetória dedicada ao desenho de joias.
Em 1981, abriu a primeira loja no Shopping da Gávea. Dois anos depois, instalou seu ateliê no Jardim Botânico, que permanece como núcleo criativo da marca. Ao longo desse percurso, conquistou reconhecimentos como o Red Dot Design Award, o iF Product Design Award e o IDEA Brasil.
Sua atuação também se estende a projetos em parceria com marcas como Lumini e Portobello e à criação do troféu do Rio Open de tênis, aproximando a experiência da joalheria de outras expressões do design.












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