Inventivo e contínuo, assim como o tempo, Caetano Veloso, aos 78 anos, lança, depois de nove anos, um álbum de inéditas, batizado de “Meu Coco”. Composto por 12 faixas, o disco reúne músicas gravadas por Caê em um estúdio caseiro, em meio ao isolamento social adotado frente à pandemia de covid-19.
Para o cantor e compositor, cada uma das canções de “Meu Coco” tem vida própria e o álbum é um projeto de quantidade e intensidade, que passa por diversos ritmos musicais e mescla música sertaneja com samba tradicional, elementos de orquestra, chegando até ao melodramático fado.
Os arranjos são assinados ora por Letieres Leite, ora por Thiago Amud e ora por Jaques Morelenbaum. Juntam-se a Caetano as vozes de Dora Morelenbaum (em “GilGal” e “Sem Samba Não Dá”, em um coro festivo) e Carminho (em “Você-Você”, refinadíssimo pelo bandolim de Hamilton de Holanda).
Do repertório, “Anjos Tronchos” foi lançada como uma conexão com “Abraçaço” por conta da sonoridade semelhante. “Pardo” foi cantada pela cantora Céu no álbum “Apká” e “Noite de Cristal” foi gravada por Maria Bethânia (no álbum “Maria”, de 1988).












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