A cantora lírica soteropolitana Irma Ferreira sobe no palco do Espaço Cultural Barroquinha nos dias 20, 21, 23, 24 e 25 de outubro, às 19h, para viver mais uma vez a personagem Dara, protagonista da “Ópera dos Terreiros”, obra de Aldo Brizzi e Jorge Portugal. Depois de duas felizes temporadas no espetáculo “A Resistência Cabocla – Dois de Julho”, do Bando de Teatro Olodum, a cantora, que é graduada em Canto Lírico, mestre em Performance Musical e doutoranda em Educação Musical, dará vida a história de amor de Dara por Nzailu, que têm seus destinos entregues nas mãos dos Orixás.
Irma Ferreira, que também protagonizou a ópera “Lídia de Oxum”, no Teatro Castro Alves, e depois a própria Dara, na estreia da “Ópera dos Terreiros” na Concha Acústica do TCA, sobe ao palco mais uma vez ao lado de Carlos Moraes (Nzailu), Carlos Eduardo Santos (exu), Josehr Santos (babajide) e Graça Reis (oxum), contando uma história que fala de amor, ancestralidade, luta e fé.
A “Ópera dos Terreiros”, Ópera, realizada pelo Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), fará parte programação da ocupação “Salvador em Ópera”, projeto idealizado pela Fundação Gregório de Matos juntamente com o NOP. Entre as ações a ocupação realiza em Salvador o IV Ópera em Pauta, evento que dá visibilidade internacional e que pretende lançar Salvador como mais um centro realizador dessa linguagem artística para o Brasil e para o mundo.
O espetáculo – A “Ópera dos Terreiros” trata de aspectos e dimensões da cultura afro-brasileira, explorando as múltiplas linguagens que abrangem a arte contemporânea: a vida cotidiana atual e as tradições e raízes do povo africano, que foi trazido escravizado para o Brasil no período da colonização.
O espetáculo conta uma história de amor entre um negro banto e uma negra nagô – Um Romeu e Julieta na história dos negros durante a conturbada construção do Brasil – um amor proibido, devido às diferenças de crenças e costumes entre essas duas nações africanas.
A música passeia pelos sons da afro descendência, misturando canto lírico, percussão afro-brasileira e eletrônica. Uma mescla da cultura da música erudita com a cultura afro-brasileira, como uma nova forma de ópera lírica e popular, uma concepção não tradicional dentro do universo operístico. Uma ópera em português com quatro cenas e duração de 90 minutos. O espetáculo tem música Aldo Brizzi e libreto de Aldo Brizzi e Jorge Portugal.












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