A arquiteta Mally Requião apresenta, na CASACOR Bahia 2026, o ambiente Legado que Habita, um gabinete concebido a partir de uma narrativa afetiva, marcada por memória, identidade e pertencimento. Inspirado no tema da mostra, “Mente e Coração”, o projeto propõe uma reflexão sobre a casa como espaço de acolhimento, permanência e expressão pessoal.
Em uma homenagem ao avô, figura fundamental em sua trajetória, Mally traduz lembranças, histórias e conexões em um ambiente intimista, que convida o visitante a desacelerar e se conectar com aquilo que permanece vivo nas memórias e nos afetos.
Como nasceu o conceito do ambiente Legado que Habita?
O projeto nasceu da ideia de que a arquitetura também pode contar histórias. Quis criar um ambiente que acolhesse memórias, traduzisse lembranças e mostrasse que os espaços podem carregar significado e emoção.
O ambiente tem um caráter bastante pessoal. Qual foi a inspiração?
Ele é uma homenagem ao meu avô, que teve um papel muito importante na construção das minhas memórias afetivas e da forma como aprendi a enxergar os espaços, os objetos e as histórias que atravessam o tempo.
De que forma essa homenagem aparece no projeto?
Ela está presente em toda a narrativa do ambiente. Mais do que reproduzir lembranças, procurei transformar esse vínculo em uma experiência arquitetônica em que afeto, permanência e pertencimento se manifestam em cada detalhe.
O que você deseja despertar em quem visita o espaço?
Espero que as pessoas se emocionem e se identifiquem. O ambiente foi pensado para despertar conexões afetivas, convidando o visitante a olhar para suas próprias memórias e para aquilo que faz sentido em sua história.
Como você define a atmosfera do gabinete?
É um ambiente intimista, sofisticado e muito autoral. Valoriza elementos ligados à memória e ao pertencimento, mostrando que a arquitetura também pode acolher sentimentos e experiências.
O projeto traduz seu estilo como arquiteta?
Com certeza. Meu trabalho é marcado pelo cuidado com os detalhes, pela autenticidade e pela busca de criar espaços com personalidade. Em Legado que Habita, essa linguagem ganha ainda mais força por meio de uma narrativa emocional.
Qual é a principal mensagem que você pretende transmitir?
Quis falar sobre aquilo que permanece em nós: as memórias, os afetos e as histórias que ajudam a construir quem somos. É um espaço pensado para acolher, emocionar e criar identificação.
Por que escolher a casa como ponto de partida dessa reflexão?
Porque acredito que a casa vai muito além da função de morar. Ela é um lugar de memória, permanência e expressão pessoal. Quis mostrar um legado que não é apenas lembrado, mas vivido e habitado.
Como o ambiente dialoga com o tema “Mente e Coração” da CASACOR Bahia 2026?
O projeto traduz exatamente esse encontro entre emoção e identidade. É um espaço de pausa e conexão, onde arquitetura, sensibilidade e afeto caminham juntos, convidando o visitante a viver uma experiência marcada pelo pertencimento.
Instagram: @mally.arq












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