Dia de Prevenção à Hipertensão: risco cardiovascular aumenta após a menopausa.

As doenças cardiovasculares já são a principal causa de morte entre mulheres no Brasil, e esse risco aumenta após a menopausa, embora ainda passe despercebido por muitas pacientes. O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão (26/04), traz à tona essa relação direta entre as mudanças hormonais e a saúde do coração. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que as doenças cardiovasculares superam até mesmo o câncer de mama como principal causa de morte entre as mulheres.

“A partir da menopausa, a mulher perde a proteção do estrogênio que tem um papel importante na saúde do coração. Isso favorece o aumento da pressão arterial e eleva o risco de problemas como infarto e AVC. O desafio é que esses sinais nem sempre são claros e acabam sendo atribuídos ao estresse ou à rotina do dia a dia”, explica a ginecologista e obstetra Dra. Patrícia Sanches.

Sinais que passam despercebidos – Embora as ondas de calor sejam o sintoma mais conhecido da menopausa, outros sinais costumam aparecer de forma mais silenciosa. Alterações no sono, irritabilidade, ansiedade, ganho de peso e dificuldade de concentração são queixas comuns, mas nem sempre associadas ao impacto na saúde do coração. “Muitas mulheres não fazem essa conexão. Às vezes, estão dormindo mal, mais cansadas, com mudanças de humor, e não imaginam que isso pode estar ligado também ao risco cardiovascular”, afirma a médica.

A médica explica que esse é o momento de olhar para a saúde de forma mais ampla. “A gente ainda associa a menopausa apenas aos desconfortos, mas é uma fase que exige mais atenção ao organismo como um todo. A queda do estrogênio impacta vasos sanguíneos, colesterol, pressão arterial e metabolismo. Por isso, essa fase exige um olhar mais amplo para a saúde da mulher. Realizar acompanhamento adequado, exames e ajustar hábitos faz diferença real na prevenção”, orienta.

Prevenção no dia a dia – Pequenas mudanças na rotina podem ter impacto significativo. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e qualidade do sono são fatores que ajudam a reduzir os riscos nessa fase.

O acompanhamento médico também é fundamental. Avaliações periódicas, exames laboratoriais e análise do histórico de saúde permitem identificar precocemente alterações e agir antes que se tornem problemas mais graves. “Quando a mulher entende o que está acontecendo no corpo e passa a se cuidar de forma mais ativa, ela consegue atravessar essa fase com mais segurança e qualidade de vida”, destaca a Dra. Patrícia Sanches.

Dra. Patrícia Sanches

Sobre a Dra. Patrícia Sanches

Patrícia Sanches é médica ginecologista e obstetra. Pós-graduada em ginecologia minimamente invasiva, ginecologia integrativa e medicina funcional. Atua na área de Ginecologia integrativa e regenerativa. Recentemente esteve nos Estados Unidos para uma imersão na Harvard Medical School, onde participou do Women ‘s Health and Menopause (WHAM), um dos mais relevantes programas internacionais voltados à saúde da mulher. Recebeu o prêmio Top of Mind Brazil – Edição 2024/2025, na categoria Ginecologista – Salvador/Ba, concedido pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa de Opinião Pública – INBRAP.