Hoje, as doenças e transtornos mentais já são a segunda maior causa de afastamentos pelo INSS e o suicídio é considerado a segunda causa de mortes entre jovens, depois de acidentes de trânsito. Também, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atualmente é a doença mais incapacitante do mundo e é uma das principais causas de suicídio, de forma que se torna fundamental analisar os dois fenômenos conjuntamente. Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade, que custam à economia global quase um trilhão de dólares.
Diante deste quadro, a OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) vêm pedindo aos Estados ações mais concretas para lidar com questões de saúde mental na população ativa.Como um avanço nessa seara, no final do ano passado o Ministério da Saúde atualizou a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) e agora inclui transtornos mentais – como burnout, ansiedade, depressão e tentativa de suicídio – como doenças relacionadas ao trabalho. A inclusão destas enfermidades no rol da portaria chama a atenção aos cuidados com a saúde mental no ambiente profissional e lembra que o trabalhador pode adquirir a estabilidade de 12 meses no emprego após alta médica, se a causa da doença estiver vinculada ao trabalho. Ainda, a empresa pode ser chamada a indenizar o empregado caso a doença tenha como causa ou concausa o trabalho.












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