Saiba mais sobre a técnica desenvolvida por Beatriz Milhazes para seus quadros, em exposição no MAB até abril

Tiago Mesquita e Beatriz Milhazes (Crédito da foto: Lucas Assis)

O Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, é o cenário de “100 Sóis”, exposição de Beatriz Milhazes que segue em cartaz até o dia 26 de abril e que apresenta um panorama de trinta anos de carreira da artista carioca. Entre pinturas históricas e colagens recentes, o destaque é a obra inédita “O Giro das Águas I” (2025), um painel criado especificamente para esta ocupação em Salvador, reforçando o diálogo afetivo da artista com a luz e a cultura da Bahia. A obra ocupa uma posição de destaque em uma das paredes do salão da mostra, que tem a curadoria assinada por Tiago Mesquita.

Monotransfer, a técnica de Beatriz que confere diversidade à sua produção

Em 1989, a artista desenvolve uma técnica batizada por ela de “monotransfer”. Nesse formato de produção, ela pinta sobre uma folha de plástico transparente e, em seguida, faz um decalque ou transfere o que foi pintado, já seco, para a tela. Esse craft é um dos que aparecem em suas telas, que podem ser de proporções pequenas ou de grande escala.

O monotransfer faz com haja nas obras de Beatriz uma sobreposição de camadas, mas sem que as cores se fundam. O artifício permeia a obra da artista, que também utiliza materiais não convencionais como embalagens de bombons, presentes em telas que mostram técnicas mistas envolvendo a colagem.