Migrar, sair do seu lugar de origem para viver em outro resulta em muitas histórias para contar. E são essas histórias que inspiram as “Performances do Grito”, da artista e performer Julia Anastácia, que esteve em ruas e praças de São Paulo e está em Salvador durante o mês de julho para uma escuta ativa com migrantes sudestinos que vivem na Bahia.
Inspiradas na performance “Quien puerde borrar las huellas”, de Regina José Galindo, artista guatemalteca, e na música “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, as Performaces do Grito, fazem esse parte da pesquisa de mestrado de Julia Anastácia e integram o projeto Linha e Compasso que visita pontos estratégicos nas cidades de São Paulo e Salvador à procura de migrantes nordestinos e sudestinos que queriam contar suas histórias.
A ideia é comparar os prós e contras da vida de um migrante nordestino em São Paulo com a vida de um migrante sudestino, em Salvador, observando como a cidade, o estado e a população lidam com aqueles que chegam. A performance culminará com as bandeiras de São Paulo e da Bahia bordadas com mãos e pés dos migrantes entrevistados. As pessoas interessadas que não puderem participar presencialmente, poderão preencher um formulário on-line para ajudar no desenvolvimento da pesquisa. Este formulário está disponível no link: https://forms.gle/CWs9M8WpjjHAema78
No mês de junho o projeto aportou em ruas e praças da cidade de São Paulo colhendo relatos de pessoas e suas vivências na capital. A maior parte dessas pessoas demonstrou interesse em participar do projeto preenchendo um formulário no google forms, que resultou em entrevistas presenciais com as pessoais inscritas que desejaram compartilhar suas vivências. Foram cerca de 149 respostas com 25 pessoas entrevistadas presencialmente e registros dessa etapa podem ser conferidos no perfil do projeto nas redes sociais (performancesdogrito).
Entendendo o meio digital como uma janela para o mundo e uma forma de potencializar o alcance do experimento, as Performances do Grito serão filmadas, editadas e disponibilizadas em um perfil nas redes sociais (Facebook e Instagram) e em plataformas de vídeo (Youtube e TikTok) intercalando com conteúdos sobre a história da migração nordestina à São Paulo, corpo mercadoria, xenofobia e decolonialidade. O projeto conta com acessibilidade, tendo seus vídeos traduzidos em libras.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar no 195, de 8 de julho de 2022.
Ficha Técnica
Direção, performance e concepção: Júlia Anastácia
Audiovisual: Vilma Martins, Marise Urbano, Íris de Oliveira e Caíque Copque.
Trilha sonora: Gabriel Santiago
Diretora de mídia: Gabrielle Santana
Identidade visual: Mariana Viveiros
Assessoria de imprensa: Camila Oliveira
Tradução em Libras: Naiane Olah












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