No Dia do Orgulho Autista, estudo revela desafios da permanência escolar e da inclusão efetiva no Brasil

Créditos - Iaô Espaço de Criação

Com o Dia do Orgulho Autista, celebrado nesta quinta-feira (18), o Mapa Autismo Brasil 2026 traz um dado revelador: 56% dos diagnósticos partem da percepção atenta das famílias. No entanto, apenas 2,8% dos diagnosticados com TEA chegam a concluir o ensino médio no país, segundo levantamento. 

O abismo entre o diagnóstico precoce e a conclusão dos estudos aponta para uma falha sistêmica na estrutura da inclusão escolar brasileira.

Carla Costa, MBA em Gestão Escolar pela USP, propõe uma mudança de paradigma, da transição de uma “inclusão de matrícula” (burocrática) para uma “inclusão de permanência” (pedagógica e estrutural).

O que a especialista explica:

  • Como os pais podem transformar a rotina doméstica em uma estrutura organizadora, utilizando a repetição e a previsibilidade para desenvolver a autonomia e as funções executivas da criança desde cedo.
  • Por que a escola ainda insiste que a criança com TEA deve se ajustar ao modelo tradicional, quando a pedagogia deveria ser flexível o suficiente para acolher diferentes formas de comunicação, interação e aprendizagem.
  • Como o déficit de estratégias pedagógicas específicas e suporte técnico impede que o desejo dos educadores de incluir se transforme em resultados práticos de aprendizagem.
  • A relação direta entre os desafios de atenção, planejamento e autorregulação (típicos do TEA) e a evasão escolar crescente após o Ensino Fundamental I.