Mulher 40+: cansaço não é normal e pode ser um sinal de que algo precisa de atenção

Dr. Rodrigo Chinelli

Médico Rodrigo Chinelli explica que sintomas frequentemente naturalizados podem indicar desequilíbrios hormonais, nutricionais ou metabólicos e reforça a importância de uma avaliação individualizada. “É a idade.” “Faz parte da menopausa.” “Toda mulher depois dos 40 fica assim.” Frases como essas fazem com que milhares de mulheres convivam diariamente com cansaço constante, falta de energia, dificuldade para emagrecer, alterações no sono, queda da libido e dificuldade de concentração como se esses sintomas fossem inevitáveis. Segundo o médico pós graduado em nutrologia, Dr. Rodrigo Chinelli (CRM 17.784), essa percepção precisa mudar. Embora as transformações hormonais façam parte do envelhecimento feminino, sentir-se indisposta o tempo todo não deve ser encarado como algo normal. “Existe uma diferença muito grande entre envelhecer e perder qualidade de vida. A mulher não precisa aceitar o cansaço, a falta de disposição ou a dificuldade para realizar atividades do dia a dia como se isso fosse uma obrigação depois dos 40 anos. Esses sintomas merecem investigação”, afirma.

O especialista explica que diferentes fatores podem estar por trás dessas queixas, como deficiências de vitaminas e minerais, alterações hormonais, resistência à insulina, inflamação crônica, estresse e hábitos de vida inadequados. Por isso, o tratamento deve ser individualizado, buscando a causa dos sintomas e não apenas amenizando suas consequências. “A reposição hormonal pode fazer parte da estratégia terapêutica quando há indicação clínica, mas ela não é a resposta para todas as pacientes. Antes de qualquer conduta, é preciso entender o que está acontecendo com aquele organismo e elaborar um plano de tratamento personalizado”, destaca Chinelli.

Além do acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida também desempenham papel fundamental na recuperação da disposição e do bem-estar. Alimentação adequada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse contribuem para o equilíbrio hormonal e metabólico. Para o médico, a principal mensagem é que a mulher não deve se conformar com sintomas que comprometem sua rotina. “Viver cansada não é normal. Sentir que perdeu a energia, a memória, a disposição ou o prazer nas atividades não faz parte obrigatoriamente do envelhecimento. Quando esses sinais aparecem, o melhor caminho é procurar avaliação médica para identificar a causa e devolver qualidade de vida à paciente”, conclui.