Governança vira prioridade e muda o rumo da agenda ESG

Ruy Andrade - Crédito da foto: Sidney Haack

Nos últimos anos, as discussões sobre ESG passaram a ocupar espaço estratégico no ambiente corporativo, impulsionadas por investidores, consumidores e pela crescente cobrança por práticas empresariais mais responsáveis. Embora temas ambientais e sociais concentrem grande parte da atenção pública, especialistas apontam que é justamente a governança o elemento mais determinante, e menos visível, dessa estrutura.

Para o advogado empresarial e professor Ruy Andrade, especialista em Direito Societário e Governança Corporativa, empresas que negligenciam estruturas de governança acabam comprometendo a própria capacidade de sustentar crescimento, reputação e segurança institucional. “A governança é o que transforma intenção em prática. Sem estrutura de decisão, transparência, controle e responsabilidade, o ESG se torna apenas discurso”, afirma.

Segundo ele, o amadurecimento do ambiente empresarial brasileiro vem ampliando o entendimento de que governança não se resume a grandes corporações ou empresas de capital aberto. Questões como compliance, gestão de riscos, sucessão empresarial, conselhos consultivos e transparência corporativa passaram a integrar também a realidade de médias empresas e negócios familiares. “O mercado hoje observa muito mais do que resultados financeiros. Existe uma análise sobre maturidade institucional, capacidade de gestão, previsibilidade e reputação corporativa”, explica Andrade.

Com atuação voltada ao Direito Empresarial, especialmente nas áreas societária, contratual e de governança, Ruy Andrade destaca que empresas familiares vivem um momento importante de profissionalização no Brasil, especialmente diante de processos sucessórios e da necessidade de adaptação a um ambiente econômico cada vez mais complexo e exposto.

A relação entre governança e tecnologia é outro ponto que ganha relevância, segundo o especialista. O crescimento do uso de inteligência artificial e automação nas empresas exige novos mecanismos de controle, supervisão e responsabilidade corporativa. “A governança passa também pela forma como empresas administram dados, algoritmos, riscos digitais e processos automatizados”, observa. Professor de Direito Empresarial da Faculdade Baiana de Direito, Ruy Andrade atua há anos na assessoria jurídica de empresas e grupos familiares, acompanhando processos de estruturação societária, sucessão e governança corporativa.

O advogado também já foi reconhecido entre os profissionais mais admirados do país na área empresarial pela publicação Análise Advocacia. Para ele, a tendência é que a governança ocupe papel cada vez mais estratégico dentro das organizações. “Empresas que constroem estruturas sólidas de governança conseguem atravessar crises com mais estabilidade, atrair investidores, fortalecer reputação e garantir continuidade ao negócio. É um ativo silencioso, mas fundamental”, conclui.

@ruyandradeadvocacia