Exposição de Yacunã Tuxá entra na reta final com programação especial no Abril Indígena

Exposição Toda Árvore Tem Raiz - Yacunã Tuxá - Foto Victor Fernandez

A CAIXA Cultural Salvador entra na reta final da exposição “Toda Árvore Tem Raiz”, primeira mostra individual da artista indígena Yacunã Tuxá, em cartaz até o dia 10 de maio, com visitação gratuita. Reunindo 25 obras em diferentes linguagens — como pintura, fotografia, poesia, escultura, muralismo, vídeo mapping e performance — a mostra propõe uma imersão nas relações entre memória, identidade, território e ancestralidade, a partir da trajetória da artista do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia.

Neste último período, a exposição ganha ainda mais significado ao dialogar com o Abril Indígena, mês dedicado à valorização das culturas e das lutas dos povos originários. Com curadoria de Naine Terena e Vera Nunes, o projeto constrói um percurso sensorial que articula elementos simbólicos como o rio, a canoa e a Jurema, evidenciando o protagonismo do feminino indígena como força de resistência, cuidado e reinvenção.

Exposição Toda Árvore Tem Raiz – Yacunã Tuxá – Foto Victor Fernandez

Como destaque da programação de encerramento, o público poderá participar de uma visita mediada com a artista, na quinta-feira, 30 de abril, às 16h. A atividade oferece a oportunidade de percorrer a exposição a partir do olhar de Yacunã Tuxá, aprofundando as reflexões sobre os atravessamentos entre aldeia e cidade, espiritualidade e urbanidade presentes em sua produção.

Na ocasião, a artista também inaugura o mural “Valente como um rio”, intervenção em área externa da CAIXA Cultural que passa a integrar o espaço como legado permanente da exposição. A obra amplia o diálogo da mostra com a cidade e reafirma a potência da arte indígena contemporânea como ferramenta de afirmação identitária e transformação social.

Com entrada gratuita e classificação livre, a exposição segue aberta de terça a domingo, das 9h às 17h30, convidando o público a aproveitar os últimos dias dessa experiência imersiva — ainda mais potente no contexto do Abril Indígena.