4 de setembro de 2005. Era manhã de domingo, quando Thiago Siqueira e mais dois amigos, todos integrantes do movimento Joguelimpo com Nossas Praias, voltavam de uma reunião. No caminho, eles se depararam com uma baleia morta na praia de Armação, Jardim de Alah: uma jubarte fêmea, com cerca de 12 metros de comprimento e aproximadamente 15 toneladas. Morreu em função da ingestão de lixo no mar.
A experiência real motivou Thiago a escrever, 20 anos depois, um livro. No dia 13 de dezembro, sábado, o psicólogo, educador, ambientalista e também escritor lança ‘Mistério no mar de Itapuã’ (Solisluna Editora), em evento aberto ao público às 16h, no hotel Villa da Praia, Pedra do Sal, Itapuã. Além de sessão de autógrafos, haverá apresentação do grupo As Ganhadeiras de Itapuã, oficina de arte para crianças e bate-papo musicado.
A oficina será ministrada pelo ilustrador do livro, o paulistano Duda Oliva, que vem de São Paulo especialmente para o evento. As ilustrações são verdadeiras obras de arte. No projeto, Duda utilizou o Pastel Seco, uma técnica tradicional de pintura bastante popular entre os impressionistas. “É meu modo predileto de criar imagens. Gosto como o giz permite criar tanto áreas definidas quanto mais subjetivas, permitindo que as pessoas vejam os traços e texturas do material”, explica.
Admirador das baleias e do mar de Itapuã, o autor Thiago Siqueira ajudou a criar o Joguelimpo com Nossas Praias em 1999, movimento com atuação marcante até 2013. Em quase 15 anos de existência, um dos mais importantes movimentos socioambientais da cidade mobilizou mais de 10 mil voluntários, que retiraram mais de 40 mil quilos de lixo das praias. “Coordenamos mutirões simultâneos de limpeza de praias em mais de 31 km de litoral baiano – praias de Porto Seguro, Caravelas, Alcobaça, Península de Maraú, Praia do Forte, São Tomé de Paripe e Itapuã. Em 2008, demos um abraço gigante no Farol de Itapuã com um encontro de mais de mil voluntários”, relembra.
Para Valéria Pergentino, sócia-diretora da Solisluna e editora de ‘Mistério no Mar de Itapuã’, a obra traz uma mensagem urgente e necessária: juntos, podemos transformar a realidade ambiental que nos cerca. “O livro traduz com sensibilidade e veracidade os desafios que enfrentamos, mas também aponta caminhos possíveis quando a força do coletivo, a escuta e a ação se unem. Ao valorizar cultura e tradição como aliados do desenvolvimento sustentável, o livro convida crianças e adultos a refletirem sobre seu papel no mundo, lembrando que pequenas atitudes compartilhadas podem gerar grandes mudanças sociais e ambientais. É um livro sensível, potente e de grande beleza”, destaca ela.












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