APOIO PSICOLÓGICO PODE SER ALIADO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DURANTE A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

Profissionais que atuam na área da saúde estão na linha de frente no combate ao Coronavírus, lidando com pressões diárias e com os números alarmantes dos casos confirmados e de mortes no Brasil. Além dos fatores citados, a sobrecarga de trabalho e falta de recursos podem gerar implicações na saúde mental desses profissionais no momento em que o mundo enfrenta a maior emergência da saúde pública neste século.

Joselma Seixas Silva Souza é psicóloga do Instituto Muita Saúde, em Salvador, e destaca que o momento é de ter atenção também sobre os trabalhadores de Saúde: “Tem o risco de ser infectado, adoecer e morrer; também a possibilidade de infectar pessoas da família, fadiga, sobrecarga; exposição  a  mortes  em  larga  escala;  frustração  por  não  conseguir  salvar  vidas apesar  dos esforços;  ameaças e  agressões  por  pessoas  que  buscam atendimento e não podem ser acolhidas pela limitação de recursos. Os desafios enfrentados por esses profissionais podem ser um gatilho para o desencadeamento ou a intensificação de sintomas de ansiedade, depressão e estresse agudo, que é uma reação do corpo a um momento ou fato estressante”.

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) diz respeito à exposição direta ou indireta a eventos traumáticos.  A Associação Americana de Psiquiatria publicou em 2013 um manual (DSM-5) de transtornos mentais, que classifica os sintomas típicos do TEPT em revivescência, esquiva, alterações negativas na cognição ou humor e excitabilidade aumentada. O diagnóstico pode ser avaliado a partir da duração dos sintomas, e a partir disso tentar identificar possíveis prejuízos no funcionamento psicossocial.

A psicologia atua oferecendo contribuições importantes para profissionais de saúde neste momento. “Isso envolve realização de intervenção psicológica para minimizar implicações negativas, estabilização pela redução ou eliminação da perturbação causada pelos componentes somatossensoriais da memória patogênica, além de promover redução da angústia e assegurar a qualidade das suas atividades laborais e sociais”, explica a psicóloga.

Neste momento, as intervenções psicológicas podem ocorrer em plataformas online, sugeridos por vários profissionais como a melhor forma de acolher e estabilizar os profissionais de saúde.

Gabriela Bandeira
Comunicativa, antenada e com atuação há mais de 16 anos na área de assessoria de comunicação, Gabriela Bandeira é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com curso de extensão na Universidade de Jornalismo de Santiago de Compostela (Espanha). Em 2019, reuniu toda a sua experiência e expertise em comunicação estratégica e conteúdos digitais, com atuação há mais de 12 anos no segmento de shopping center, e abriu a própria agência: a Comunicando Ideias. Filiada à Associação Brasileira de Agências de Comunicação (ABRACOM), possui alcance na Bahia e outros estados do Nordeste.