Encarar a morte de um ente querido é inevitavelmente algo doloroso. Imagina duas? A dor é
exponencialmente maior quando essas duas pessoas são os seus pais e as perdas acontecem
em um curto intervalo de tempo, em meio à pandemia da Covid-19. Todo esse relato íntimo e
emocionante está no livro “Sem Pai Nem Mãe – Diário de Luto e de Amor” da escritora e
jornalista Claudia Giudice, que será lançado em Salvador dia 25/10, na Livraria Leitura, do
Shopping da Bahia.
Claudia Giudice descobriu simultaneamente que os pais estavam com cânceres em estágio
terminal. Ela transformou esse luto antecipado em um diário, quase em tempo real, das
urgências, mas também dos momentos de felicidade entre a perda de seu pai, Paulo, e sua
mãe, Marina, num intervalo de apenas seis meses. Com relatos que vão do primeiro susto ao
último suspiro, passando pelos momentos mais íntimos em casa, no hospital, nas trocas de
mensagens com amigos, nos próprios pensamentos, Cláudia nos leva, generosamente, por
cada passo de uma jornada dura, sensível, cheia de afeto, luta pela vida e aprendizado da
aceitação da morte.

Segundo Cláudia, o livro nasceu do hábito, quase vício, que ela tem de escrever sempre que
algo lhe aflige, preocupa ou dói muito. “Escrever é um jeito de colocar para fora o medo, os
fantasmas, a preocupação, o sofrer. Em geral, funciona. Dessa vez, serviu de conforto no
princípio”, conta a autora que depois da morte dos pais se mudou, de mala e cuia, para a
Bahia em junho de 2020. Para ela, o lançamento de “Sem Pai Nem Mãe” não deixa de ser uma
tentativa de dialogar com pessoas que passam, ou passaram, por essa vivência. “Eu acabei
criando um livro que pode ajudar a quem esta experenciando algo semelhante ao que eu vivi.
Só não vai perder pai e mãe, quem morrer antes. Então, é uma experiência que todos nós
podemos viver”, completa.
“Sem Pai Nem Mãe”, o terceiro livro da escritora, é uma narrativa arrebatadora que
transporta o leitor a lugar ao mesmo tempo inimaginável e absolutamente familiar. Como
afirma Cynthia de Almeida, jornalista e co-criadora do projeto “Vamos Falar Sobre o Luto?” –
e quem assina a apresentação do livro –, “Sem Pai nem Mãe é, o tempo todo, uma linda
história de amor. Que se agiganta perto do fim. E não acaba nunca”.












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