Cores, simbolismos e representatividade baiana. Esses são alguns dos elementos que compõem o trabalho de Tiago Sansou, artista negro baiano, natural do Subúrbio Ferroviário de Salvador. Em janeiro, o soteropolitano realizou a exposição Nossos Pivetes, que reuniu pinturas fruto de uma jornada artística e de reflexão sobre a complexidade da mortalidade, especialmente de pessoas pretas. O talento e a repercussão positiva da mostra garantiram passaporte para a sonhada residência artística em Pintura oferecida pelo BEI – Berlin Art Institut.
A residência na Europa, que acontece entre setembro e novembro de 2024, permitirá que o artista baiano aprimore suas habilidades e formação artística. O objetivo do projeto de Artes visuais internacional voltado a mídia da Pintura é disseminar a cultura brasileira e reafirmar relações diplomáticas e culturais entre Brasil e Alemanha. No retorno ao Brasil, além da bagagem da rica experiência, Tiago traz o compromisso de revertidos o conhecimento da formação internacional em uma oficina de pintura a ser ministrada em uma escolas da rede pública da capital baiana.
Esta será a primeira vez em que o artista apresentará internacionalmente sua estética e elementos da cultura baiana em outro país, e sua participação nesta residência implicaria uma rede sustentável e de longo prazo de instituições e associações Alemãs e Brasileiras para colaborações futuras. “Ir até Berlim para estudar o que mais amo é algo que jamais imaginei que iria conseguir. Esse convite me deixou com o coração saltitante e vou correr atrás para chega até lá”, declara o artista grato pelo projeto tem apoio do edital de mobilidade do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), Governo da Bahia e Suprocult.
Quem é Tiago Sansou?
Artista visual afro brasileiro, natural da cidade de Salvador. Cresceu no subúrbio ferroviário no bairro do Lobato e seu primeiro contato com a pintura tradicional foi no Pelourinho, Centro Histórico da capital baiana. Bacharel em Design pela UFBA desde 2019, cursa Mestrado em Artes desde 2023. O seu trabalho segue a vertente da arte contemporânea e representa a iconografia da Bahia e do povo negro da periferia utilizando uma linguagem colorida, amigável e minimalista e vai desde a pintura à ilustração, utilizando diversos materiais como tinta acrílica sobre tela, lápis, pintura a óleo, mídias digitais e colagem.












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