Caixa Cultural Salvador apresenta festival que celebra mulheres na literatura

A CAIXA Cultural Salvador apresenta, nos próximos dias 8 e 9 de março, a primeira edição da “Flimina” – Festa das Mulheres na Literatura. O evento é marcado pela programação com protagonismo feminino e discussão de temas atuais, como a equidade de gênero, os desafios sociais e ambientais e a produção de conteúdo digital. O patrocínio é da CAIXA e do Governo Federal, com realização da Bahia Eventos e Mirdad Cultura.

A festa prioriza a mulher na literatura, seja como autora, professora, pesquisadora, leitora, booktuber, influencer e outras profissionais da área. Uma das participantes será a atriz Elisa Lucinda, que também é escritora, e finalista do Prêmio Jabuti 2022, pelo romance Quem me leva para passear (Editora Malê, 2021), além de ter integrado o elenco da novela “Vai na fé”, da Rede Globo.

Os debates também reunirão nomes como da escritora e ativista baiana Jovina Souza, autora de O levante da fênix (2021), da jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum; da artista indígena Yacunã Tuxá; da escritora Aline Bei, autora de Pequena Coreografia do Adeus (2021); e de Karina Buhr, colunista da revista Continente e autora do livro de poemas Desperdiçando rima (Rocco, 2015).

A curadoria é assinada pela jornalista e pesquisadora Edma de Góis, doutora e mestre em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisas na Universidade do Minho (Portugal). O festival integra a temporada 2023/2024 do Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural, uma iniciativa do banco para promover o intercâmbio da produção de cultura em suas unidades.

Programação:

No Dia Internacional da Mulher (08), às 19h, a programação da Flimina dá início com o debate “Por que lutamos?”. Mediado por Suzane Lima Costa, a mesa discutirá os desafios ambientais e sociais e seu impacto na vida das duas mulheres convidadas: Eliane Brum e Yacunã Tuxá. Artista do povo indígena Tuxá de Rodelas (BA), Tuxá usa tecnologia e mídias digitais em defesa da sustentabilidade do planeta.

Como nascem as ficções produzidas por mulheres? Este será o questionamento da mesa que será realizada no sábado (09), às 10h, com mediação de Mônica Menezes. Intitulado de “Criar mundos ficcionais”, o momento irá reunir as Aline Bei, uma das escritoras mais proeminentes de sua geração, e Karina Buhr, artista consolidada na música e que lançou seu primeiro romance Mainá (Todavia, 2022).

No mesmo dia, às 14h, o debate será sobre a importância das plataformas digitais para formar e informar novas gerações de escritoras em todo o país. Esta conversa vai reunir dois nomes de destaque na produção de poesia e na divulgação de autoras negras na internet: a escritora Ryane Leão, autora de Tudo nela queima e brilha (2017), e a poetisa Lorena Ribeiro, criadora de conteúdo no YouTube e Instagram no projeto literário Passos entre Linhas.

Ainda no sábado (9), às 17h, a mesa “O que pode a palavra” encerra a programação da primeira edição da Flimina. Os principais eixos serão criação artística, literatura escrita por mulheres e o papel da poesia diante dos desafios no mundo. Com mediação de Fernanda Miranda, o momento vai reunir a multiartista Elisa Lucinda, e a escritora e ativista baiana Jovina Souza, reconhecida pelo trabalho em projetos de identidade e autoestima de pessoas negras.